Séc. XXI

preciso escrever pra postar no blog
preciso filmar pra publicar no youtube
preciso tirar fotos, ñ pra me lembrar daqele momento, mas
pra mostrar pros outros q eu o tive

 

dps voo compartilhar td
no orkut.
no orkut ñ! o orkut jah era!
no facebook.
no facebook ñ! o facebook jah era!

 

preciso…
preciso de 500 amigos q jamais conheci
e se algum deles me excluir, automaticamente
vai sair da minha longa lista de estranhos: 499.
ñ importa, posso add outros 500 no seu lugar.

 

preciso…
preciso de “is”!
veja qantos “is”!
qero um pra cada dia da semana:
i-pad… i-ped… i-pid… i-pod… i-pud…

 

preciso precisar.
ahhh… q demora!
qdo é q vão inventar
uma necessidade nova pra mim?!

 

Cansaço

Não quero dar uma coitado
nem quero a sua dó.
Não tenha dó de mim!
Não suporto a dó!
Já vi tantos e tais sofrimentos que
minha mente não consegue sentir dó
de ninguém, por quase nada.
É preciso uma atrocidade
para que eu seja tocado.
Até comigo mesmo: acho pouca toda a minha desgraça!
É preciso uma atrocidade.

 

Sou duro assim por questão de defesa.
Nunca tive amor.
Então minha cabeça, minha personalidade,
meus sentimentos, e o resto de vida que ainda existe em mim, tudo
tudo isso enrijeceu formando uma carapaça, um escudo
para enfrentar a falta daquele sentimento arrebatador
que é o alimento para se seguir:
o Amor, nem precisava repetir.

 

Parece que nada foi feito para mim
Parece que ninguém existe por mim
Nada, Ninguém
E eu…
Eu estou acabado, começando a degradar e
com uma vontade enorme de desistir de mim mesmo.
Veja! Essa ideia me
parece muito atraente
parece uma coisa certa a se fazer
parece que será bom se eu o fizer
E farei.
Neste minuto, estou desistindo
de mim
do que quero
do que ia fazer por dever
do que ia fazer por prazer

 

nada mais me interessa, nada
é assim que eu me quero, sem ninguém, sem nada
não me interessa nada, só o Nada.
E se há pouco eu queria me livrar de tudo, já não quero mais,
pois não quero nada.

 

Ah, o silêncio…
O silêncio lá fora…
O silêncio aqui dentro… na minha cabeça…
completamente limpa, livre dos pensamentos…
Que leveza
Que alívio

 

No quintal

Eu vi uma baleia
no chão do meu quintal
Contei pra minha mãe
ela disse que não é normal

 

Eu fui até a baleia
pra com ela conversar
ela me disse chorando
que não quer voltar pro mar

 

Eu perguntei pra ela:
Por que, oh Baleia?
Ela respondeu pra mim:
Lá só tem sujeira!

 

Isto não é uma sátira

Era uma vez
uma princesa.
Gentil e delicada, uma beleza.

 

Ela tinha um pai e
uma madrasta,
que era muito má,
a ofendia moralmente e
obrigava a trabalhar.

 

Nunca mais se ouve falar do pai.

 

Um belo dia
apareceu um príncipe.
Se apaixonaram à primeira vista.
Fugiram e se casaram.

 

A madrasta, que era má,
foi terrivelmente castigada.

 

E todos viveram felizes para sempre.